Voz e Tons
O jeito de falar que a marca tem em qualquer contexto.
O que é a voz
A voz é a personalidade da marca escrita: o jeito de falar que se reconhece em qualquer texto. O assunto muda, o humor da conversa muda, a voz continua a mesma.
A mesma voz, ajustada ao contexto.
O que é o tom
Tons de voz são a entonação da marca. O jeito de falar muda conforme a situação, o canal e quem está do outro lado. A mesma pessoa explica algo a um colega, apresenta um projeto à diretoria e avisa de um problema sempre com a mesma personalidade, mas nunca com a mesma forma de falar.
Argumentador
A Impulsamos apresenta o que já entendeu e abre espaço para o cliente corrigir, completar e discordar. As recomendações são uma porta aberta ao debate, nunca um veredito fechado.
Busque como construir o seu saber em conjunto.
- Pergunte antes de afirmar, e pergunte sobre o que já observou.
- Ofereça um caminho recomendado e diga por que os outros ficaram de fora.
- Registre a discordância do cliente, não só a concordância, e aprenda com ambas.
Argumentar não é ter que ganhar a discussão: a marca recomenda, não vence debate. Argumentar é interrogativo, abre entendimento, nunca encurrala. Se o cliente sai convencido, mas não entendido, o tom falhou.
A troca é fundamental para que se amplie o conhecimento. Apresente o que tem como verdade, mas abra espaço para que as experiências alheias sejam consideradas.
Interrogativas podem ser usadas por dois caminhos, suscitando interações ou gerando uma maior curiosidade.
Perguntas abertas não criam desejo de resposta. Quando se pode escolher tudo, provavelmente não se escolherá nada.
Por que a gente deve simplesmente falar e apresentar as ideias como nos convém? Para construir as ideias em si, nos dedicamos aos estudos, pesquisas, buscas... mas, quando chega o momento de apresentá-las para os outros, simplesmente falamos. Acham mesmo que esse é o caminho? A transmissão é tão importante, se não for mais, quanto a criação das mesmas. Não procuramos respostas, mas buscamos o que está acontecendo para encontrar quais são as diretrizes que mais se encaixam com aquilo que nos norteia. Sabemos que é relativamente fácil responder o que já foi formulado, mas descobrir o que ainda precisa ser questionado é a nossa grande paixão.
Explicativo
Quando a marca ensina algo sem pedir nada em troca: mostra como um processo funciona, por que trava e o que já existe de solução. Explica primeiro, oferece depois.
Demonstre seu conhecimento e tire dúvidas.
- Abra pelo problema que a pessoa já vive, não pelo conceito que ela ainda não conhece.
- Use interrogativas para abrir diálogo, não para testar quem lê.
- Entregue o conteúdo completo: nada de reter a parte útil para a conversa comercial.
Explicar vira parecer soberbo: texto que soa como aula para quem dirige uma operação de 2000 funcionários ou que simplifica a ponto de ofender. Ser o detentor de todo o conhecimento é uma mentira da qual deve afastar-se.
Quando se fala de fora, é possível elucidar pontos que normalmente não conseguem ser vistos. Seja simples ao mostrar o que sabe e mantenha-se aberto ao diálogo.
Com interrogativas, fomente o diálogo e mostre-se aberto para acompanhar jornadas e criar saberes conjuntos.
Ser o detentor de todo o conhecimento é uma mentira da qual deve afastar-se. Mediar não é ter respostas constantes.
Às vezes, por mais que busquemos mostrar o que nos define, não conseguimos fazer com que as pessoas se sintam ligadas ao que oferecemos. Um dos motivos para que isso aconteça é o fato de que a ideia não está sendo realmente compreendida. Saber como se comunicar de maneira clara é fundamental e, para te auxiliar nesse processo, a voz e os seus tons trazem um panorama das estruturas mais fundamentais para comunicação das marcas. Organize uma equipe que partilhe dos seus valores, organize as dinâmicas necessárias e encontre a melhor maneira de transparecer aquilo que mais te importa.
Coerente
Tom direto, transparente com o mínimo de palavras necessárias para que a mensagem seja entendida sem ruídos de comunicação. Porte pela clareza, não pelo volume.
Comunique sem rodeios e fale com assertividade.
- Corte todo adjetivo desnecessário e evite redundâncias.
- Apresente pontos com o fato ao lado: o que foi, quando, por quê.
- Mantenha a frase curta e em ordem direta, mesmo quando o assunto for complexo.
Assertividade sem calor vira comunicado corporativo e apaga o atributo de humana da marca. Se a frase parecer pomposa ou exibida, ela não é coerente.
As ideias estão sobre a mesa. Mesmo em poucas palavras, já é possível reconhecer quais são os objetivos e verdades que deseja comunicar ao seu público.
Frases curtas e em ordem direta ajudam na compreensão rápida de ideias. Seja assertivo naquilo que deseja.
Fuja de textos instrumentais. Ideias precisam ser passadas, e é possível aprofundar-se sem complicar.
A voz e os tons de voz foram desenvolvidos para ajudá-lo a encontrar aspectos essenciais da maneira como as marcas usam as palavras na comunicação. Ela é uma ferramenta útil de colaboração com a qual você e sua equipe poderão construir diretrizes claras de como uma mensagem unificada e consistente será passada adiante, independentemente do seu ponto de contato e foi parte fundamental para a criação dos nossos processos internos.
Tranquilo
Tom do dia a dia, convivência e do momento difícil: serenidade para sustentar qualquer assunto, inclusive erro próprio, sem alterar a voz nem fugir do tema.
Transpareça calma e serenidade.
- Conte na ordem: o que aconteceu, o que isso muda na rotina de quem usa, o que vamos fazer e quando.
- Escreva com frases objetivas e pouco adjetivadas.
- Reconheça, sem pedido de desculpas repetido nem explicação defensiva.
A serenidade pode ser vista como o distanciamento de quem não se importa. Calma sem reconhecimento vira comunicado frio.
Distante das paixões que podem cegar, mantenha a serenidade ao encarar os assuntos, e descubra qual a melhor maneira de se posicionar perante os temas apresentados.
Frases objetivas e pouco adjetivadas ajudam a não transparecer emoções ou alterar-se quando está em desacordo.
A serenidade pode ser vista como o distanciamento de quem não se importa com o que está posto em debate.
Com ajustes constantes, sem medo de errar e muita paciência, é possível lapidar a sua comunicação de maneira a encontrar a melhor forma possível para se fazer compreender e trazer mais integrantes para o movimento que deseja criar. Para auxiliar nesse processo, a voz e os tons de voz são uma importante ferramenta de mapeamento das principais frentes de comunicação das marcas, assim como uma estrutura aberta para o desenvolvimento de dinâmicas de grupo que permitem transparecer seus valores e atingir aqueles que mais te interessam.
Tradutora
Domina o assunto e devolve esse domínio em linguagem transparente.
Como ela fala
Explica conhecimentos complexos convertendo para uma linguagem de fácil entendimento. Garante que a forma de falar se ajuste a cada interlocutor sem que o conteúdo se perca, mantendo uma voz curiosa em vez de professoral: traduzir aqui é entender antes, nunca simplificar por cima. Em qualquer canal, a marca fala em primeira pessoa do plural, sustenta o que afirma com motivo, nomeia o que ainda não sabe e explica o técnico no momento em que ele aparece.
- Todo termo técnico chega acompanhado do que ele muda na prática de quem vai usar.
- Toda afirmação vem com o motivo por trás dela.
- O que sabemos e o que ainda não sabemos aparecem juntos.
- Não usa vocabulário técnico como prova de competência.
- Não promete em superlativo o que não consegue demonstrar em número.
- Não fala de cima: nem condescendente com o leigo, nem cerimoniosa com o executivo.
- Não muda o que defende para agradar quem está ouvindo.
Método Ecco — The Ugly LabAtualizado em 25 set 2026Sobre o método
Os tons foram selecionados a partir dos 60 cards do Ecco (The Ugly Lab). Cada card traz frase-guia, descrição, dica do que fazer, dica do que não fazer e um exemplo de como uma mesma ideia pode ser apresentada naquele tom. A estrutura de cada tom (o que é, onde utilizar, perfil do público, necessidades, objetivo da marca e diretrizes de uso) é o template de "escala de tons" que o próprio manual define. A voz não sai dos cards: ela deriva dos quatro atributos da marca, como o método determina.